Cirurgias

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Cirurgias

As informações aqui contidas são de caráter informativo, tem o objetivo de ajudar o paciente e sua família a entender o procedimento cirúrgico ao qual será submetido. Em hipótese alguma a leitura deste conteúdo substitui uma consulta médica ou a opinião de seu médico.

Esôfago e Estômago

Esôfago e Estômago

Supera Oncologia Esofagectomia Indicações oncológicas: câncer gástrico proximal e de esôfago. Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou...

Esofagectomia

Indicações oncológicas: câncer gástrico proximal e de esôfago.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: é a retirada do esôfago, normalmente nas cirurgias para câncer ela é realizada em dois ou três tempos, o tempo abdominal e o tempo torácico, quando a anastomose (emenda do tubo gástrico com o coto do esôfago) é cervical adiciona-se o tempo cervical.

A cirurgia trans-hiatal (somente pelo abdome) é a exceção, pois a linfadenectomia (retirada dos gânglios linfáticos) não é realizada de forma adequada por esta via.

Após a cirurgia: geralmente o paciente consegue se adaptar razoavelmente bem a dieta e ter uma vida praticamente normal. 

Supera Oncologia Gastrectomia Indicações oncológicas: câncer gástrico, em alguns casos de câncer de esôfago e ou de invasão de outros órgãos.gastrectomia subtotal Via de...

Gastrectomia

Indicações oncológicas: câncer gástrico, em alguns casos de câncer de esôfago e ou de invasão de outros órgãos.gastrectomia subtotal
Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a gastrectomia é a retirada de parte (figura da direita) ou de todo o estômago (figura a esquerda), o tipo de gastrectomia vai depender da localização da lesão no estômago. Na gastrectomia parcial, poderá ser retirada a parte proximal ou a parte distal (figura da direita).

Supera Oncologia A reconstrução da continuidade com o intestino mais frequentemente é feita em Y de Roux (como pode ser vista nas duas figuras), e menos frequentemente a Bilroth I ou Bilroth II. A linfadenectomia...

A reconstrução da continuidade com o intestino mais frequentemente é feita em Y de Roux (como pode ser vista nas duas figuras), e menos frequentemente a Bilroth I ou Bilroth II.

A linfadenectomia (retirada dos gânglios linfáticos) de escolha é a D2 (até a segunda cadeia de drenagem linfática), a D1 (somente os gânglios ao redor do órgão) é a exceção.

Na gastrectomia total que é a retirada de todo o estômago, a reconstrução é feita com um Y de Roux.

Após a cirurgia: em geral o paciente leva uma vida praticamente normal, é claro que algumas regras alimentares deverão ser seguidas.

Fígado, pâncreas, vias biliares, vesícula e baço

Fígado, pâncreas, vias biliares, vesícula e baço

Supera Oncologia Hepatectomia, segmentectomia, nodulectomia hepática, radioablação e quimioembolização Indicações oncológicas: Hepatocarcinoma, metástases de câncer de...

Hepatectomia, segmentectomia, nodulectomia hepática, radioablação e quimioembolização

Indicações oncológicas: Hepatocarcinoma, metástases de câncer de outros órgãos.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta) e videolaparoscópica (ainda sem trabalhos conclusivos de benefício com a robótica).

Procedimento: O fígado é dividido em 8 segmentos (figura ao lado), a segmentectomia hepática é a retirada de um ou mais de um destes segmentos (bi-segmentectomia, tri-segmentectomia, etc...). Quando ocorre a retirada de todo o lado direito ou de todo o lado esquerdo, chamamos de hepatectomia direita ou esquerda (esta pode ser estendida quando é retirado todo um lado mais um segmento do outro lado).

Nos casos de metástases (câncer disseminado para o fígado), outro procedimento possível é a nodulectomia ou retirada das metástases com pouca margem (o objetivo é o de preservar o parênquima hepático saudável).

A radioblação é um procedimento que utiliza o calor para destruir as celulas tumorais. É puncionado o tumor com uma agulha especial, através de radiofrequencia, ocorre uma vibração na ponta da agulha produzindo calor, este calor desnatura as proteinas levando a morte celular.

A quimioembolização, realizada por radiologia intervencionista, é feita através de punção da artéria femoral na virilha, semelhante ao cateterismo cardiaco, só que a artéria a ser cateterizada é a hepática. O objetivo é que o quimioterapico fornecido esteja numa maior concentração do que a que habitualmente é feita na circulação periférica, neste procedimento tenta-se ocluir o vaso nutridor do tumor, utiliza-se agentes embolizantes, fazendo com que o tumor estabilize, diminua de tamanho e mais raramente desapareça. Estes dois últimos procedimentos, radioablação e quimioembolização, costumam ser paliativos.

Após a cirurgia: em geral após uma ressecção hepática, mesmo que de todo um lobo, o paciente consegue levar uma vida praticamente normal.

Supera Oncologia Duodenopancreatectomia e Gastroduodenopancreatectomia Indicações oncológicas: mais comumente esta indicada nos tumores de cabeça de pâncreas, das vias biliares inferiores e da papila...

Duodenopancreatectomia e Gastroduodenopancreatectomia

Indicações oncológicas: mais comumente esta indicada nos tumores de cabeça de pâncreas, das vias biliares inferiores e da papila duodenal.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: consiste na retirada em bloco da vesícula biliar, parte da via biliar inferior, cabeça do pâncreas, duodeno e dos linfonodos em sua volta. Eventualmente parte do estômago pode ser removida.

A reconstrução da continuidade geralmente é com um loop do intestino ou em Y de Roux e varia de caso a caso.

Após a cirurgia: geralmente não há restrições alimentares e o paciente se adapta bem as orientações nutricionais. Em alguns casos podemos ter de repor enzimas pancreáticas e em outros o paciente pode se tornar diabético. 

Pancreatectomia corpo caudal 

Indicações oncológicas: tumores de corpo e cauda do pâncreas ou quando a invasão por outros órgãos (exceção).

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: consiste na retirada do corpo e da cauda do pâncreas.

Após a cirurgia: geralmente não há restrições alimentares e o paciente se adapta bem as orientações nutricionais. Em alguns casos podemos ter de repor enzimas pancreáticas e em outros o paciente pode se tornar diabético.

Supera Oncologia Ressecção de tumores das vias biliares e da vesícula biliar colangiocarcinoma Indicações oncológicas: câncer de via biliar e câncer de vesícula biliar Via de...

Ressecção de tumores das vias biliares e da vesícula biliar colangiocarcinoma

Indicações oncológicas: câncer de via biliar e câncer de vesícula biliar

Via de acesso: em geral é feita pela via convencional (aberta), pode em casos bem selecionados ser feita por via videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: Para os tumores de via biliar consiste na ressecção do segmento acometido com linfadenectomia regional (retirada dos gânglios linfáticos), quando o segmento é proximal pode ser necessário ressecar um segmento do fígado, e quando distal pode estar indicada a duodenopancreatectomia ou gastroduodenopancreatectomia. Em geral a reconstrução é feita com uma alça de intestino delgado (anastomose bileo-digestiva, ilustrada na figura ao lado) em Y de Roux.

Para os tumores de vesícula biliar a depender do estádio da doença pode ser feito apenas a colecistectomia, ou poderá ser necessário uma cirurgia mais radical (hepatectomia segmentar e linfadenectomia regional).

Após a cirurgia: Em geral o paciente tolera bem tanto a ressecção de um segmento da via biliar ou da vesícula e consegue ter uma vida normal.


Esplenectomia

Indicações oncológicas: basicamente as indicações são quando há invasão por tumores de outros órgãos, em raros casos de linfoma ou leucemia, purpuras intratáveis clinicamente e em alguns casos de anemia hemolítica.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: consiste na ressecção do baço.

Após a cirurgia: o paciente fica mais suscetível a infecções por germes encapsulados e deve fazer profilaxia para estas.


Enterectomia

Indicações oncológicas: tumores do intestino delgado e invasão por tumores de outras partes.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: consiste na retirada de parte do intestino delgado (fino), geralmente com uma margem de intestino sadio na volta. A anastomose (emenda) geralmente é feita com o próprio intestino delgado.

Após a cirurgia: geralmente o paciente tem uma vida normal, salvo os raros casos em que grandes quantidades do intestino delgado tem de ser ressecadas podendo levar a síndrome do intestino curto.

Intestino Delgado, intestino grosso (Cólon e Reto)

Intestino Delgado, intestino grosso (Cólon e Reto)

Supera Oncologia Colectomias e Retossigmoidectomia Indicações oncológicas: câncer de cólon (ou intestino grosso), invasão do cólon por tumores de outros órgãos. Via de acesso:...

Colectomias e Retossigmoidectomia

Indicações oncológicas: câncer de cólon (ou intestino grosso), invasão do cólon por tumores de outros órgãos.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a cirurgia consiste na retirada de parte ou de todo o intestino grosso e a nomenclatura deriva do segmento que foi ressecado (por exemplo: hemicolectomia direita, transversectomia, hemicolectomia esquerda, sigmoidectomia, retossigmoidectomia, proctocolectomia total). A continuidade do trânsito do intestino pode ser feita com diferentes tipos de anastomoses (emendas), a mais comum, é do intestino grosso com ele mesmo. Outras formas podem ser com o intestino delgado (por exemplo: na hemicolectomia direita), e as vezes é necessário fazer um novo reservatório com o intestino delgado (por exemplo: bolsão ileal na proctocolectomia total).

Nas cirurgias do intestino grosso as vezes é necessário o uso de uma colostomia (intestino grosso) ou de uma ileostomia (intestino fino), estas são conhecidas como “a bolsinha” pelos pacientes).

A colostomia ou a ileostomia podem ser terminais quando fica um coto fechado dentro da barriga e outro fixado na parede abdominal, ou podem ser em alça (não fica coto fechado dentro da barriga, a emenda do intestino com ele mesmo já foi feita).

A colostomia ou a ilestomia podem ser definitivas, quando não a possibilidade de refazer o trânsito intestinal normal (anastomose ou emenda) ou temporária (quando existe a possibilidade de reconstruir o trânsito do intestino, por exemplo, quando utilizada com a função de proteção de uma anastomose), neste último caso geralmente o fechamento da colostomia ou ileostomia é feito em até três meses (cada caso deve ser avaliado individualmente, podendo ser antes ou depois deste período).

Após a cirurgia: em geral os pacientes tem uma adaptação boa a cirurgia, a maior dificuldade são os casos de ilestomia definitiva em que a adaptação é mais lenta pela maior espoliação de nutrientes.

Genital feminino: ovário, útero, vulva e vagina

Genital feminino: ovário, útero, vulva e vagina

Aparelho Gênito-Urinário (Mulher: ovário, útero, vagina e vulva / Homens: pênis, testículos e próstata / Ambos os sexos: rim e adrenal)

Supera Oncologia Aparelho Gênito-Urinário (Mulher: ovário, útero, vagina e vulva / Homens: pênis, testículos e próstata / Ambos os sexos: rim e adrenal)
Supera Oncologia Ooforectomia (Cirurgia para o estadiamento do tumor de ovário) Indicações oncológicas: lesões suspeitas de câncer (principalmente as lesões com componentes...

Ooforectomia (Cirurgia para o estadiamento do tumor de ovário)

Indicações oncológicas: lesões suspeitas de câncer (principalmente as lesões com componentes sólido-císticos e as sólidas). Outras indicações podem ser por invasão direta por outro tumor, e em alguns casos de câncer de mama para controle hormonal.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.ovario

Procedimento: a palavra ooforectomia significa a retirada do ovário.

As lesões suspeitas de ovário devem ser submetidas a exame anatomopatológico, de preferência no momento da ooforectomia (exame histológico por congelação), caso esta seja positiva para neoplasia maligna (câncer), procedesse a cirurgia para estadiamento de tumor de ovário.

A cirurgia padrão para o câncer de ovário é a salpingo-ooforectomia bilateral (retirada das duas trompas uterinas com os dois ovários), histerectomia extra-fascial (retirada do útero), omentectomia (ressecção da gordura que recobre o intestino), biopsias do peritônio e a linfadenectomia pélvica e para-aórtica ou amostragem linfonodal pode estar indicada (vai depender do tipo histológico e estádio da doença).

Após a cirurgia: a mulher fica impossibilitada de gestar e pode apresentar os sintomas da menopausa (devido a retirada dos ovários).

Supera Oncologia Histerectomia (para o câncer de ovário, endométrio e colo uterino) Indicações oncológicas: câncer de ovário, de endométrio e de colo do útero. Menos...

Histerectomia (para o câncer de ovário, endométrio e colo uterino)

Indicações oncológicas: câncer de ovário, de endométrio e de colo do útero. Menos comumente por invasão direta de outros tumores, ou lesões pré malignas.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a histerectomia para os cânceres de ovário e endométrio é a extra-fascial ou tipo I de Piver (não há necessidade de ressecar os paramétrios – tecidos ao redor do colo do útero), salvo raras exceções. A linfadenectomia pélvica e para-aórtica (retirada os linfonodos) pode estar indicada.

No câncer do colo do útero o tipo de histerectomia vai depender do estádio da doença. O mais inicial pode ser feita a histerectomia do tipo Piver I, está sem a necessidade de linfadenectomia pélvica. Os outros tipos mais frequentemente utilizados são a histerectomia radical modificada (Piver II – retirada do tecido ao redor do útero até os ureteres, junto com o terço superior da vagina) e a histerectomia radical (Piver III – retirada do tecido ao redor do colo uterino até a parede pélvica, junto com os dois terços superiores da vagina).

A cirurgia para o câncer do colo do útero deve ser feita com a tentativa de preservar a inervação autonômica da bexiga (histerectomia com preservação nervosa).

Após a cirurgia: a mulher fica impossibilitada de gestar. No caso do câncer de colo do útero e endométrio pode-se preservar a função ovariana (evitando que a mulher entre na menopausa por uma castração cirúrgica).

Supera Oncologia Vulvectomia Indicações oncológicas: câncer de vulva. Via de acesso: aberta. Procedimento: Vulvectomia consiste na ressecção da vulva (segmento externo do órgão...

Vulvectomia

Indicações oncológicas: câncer de vulva.

Via de acesso: aberta.

Procedimento: Vulvectomia consiste na ressecção da vulva (segmento externo do órgão genital feminino),vulvectomiaesta pode ser parcial ou total e irá depender do tamanho da lesão. A linfadenectomia inguinal pode estar indicada, podendo ser uni ou bilateral (a depender do estádio da doença e localização).

Após a cirurgia:em geral a mulher apresenta alterações da sensibilidade no local da cirurgia. A fertilidade é mantida.


Colpectomia

Indicações oncológicas: lesões pré malignas, câncer de vagina. Câncer do colo do útero.

Via de acesso: em geral via vaginal (para as lesões de vagina), videolaparoscópica e robótica podem ser utilizadas para o câncer de colo uterino.

Procedimento: colpectomia é a retirada de um segmento da vagina, pode ser parcial ou total.

Após a cirurgia: A mulher poderá vir a ter problemas com a fertilidade, a vagina pode ficar encurtada ou com estenose, isto irá depender do segmento que foi ressecado.

Genital masculino pênis, testículos e próstata

Genital masculino pênis, testículos e próstata

Supera Oncologia Aparelho genital masculino Penectomia Indicações oncológicas: câncer de pênis Via de acesso: convencional Procedimento: é a ressecção de parte do pênis...

Aparelho genital masculino

Penectomia

Indicações oncológicas: câncer de pênis

Via de acesso: convencional

Procedimento: é a ressecção de parte do pênis (parcial), ou de todo o pênis (total), neste caso é realizada uma abertura da uretra no períneo (uretrostomia perineal), logo abaixo do escroto, por onde a urina irá sair.

Após a cirurgia: na penectomia total o homem irá urinar pela abertura da uretra no períneo, geralmente não há problemas em relação a continência urinária.

Supera Oncologia Orquiectomia Indicações oncológicas: lesões suspeitas de câncer de testículo. Pode ser indicada a orquiectomia bilateral para bloqueio hormonal no câncer de próstata...

Orquiectomia

Indicações oncológicas: lesões suspeitas de câncer de testículo. Pode ser indicada a orquiectomia bilateral para bloqueio hormonal no câncer de próstata metastático.

Via de acesso: inguinotomia

Procedimento: para as lesões suspeitas de câncer de testículo é realizada a orquiectomia radical com a ressecção do testículo e dos vasos que o nutrem até a entrada no canal inguinal interno (dentro do abdome).

A depender do tipo histológico e do estádio da doença o paciente pode vir a precisar de uma outra cirurgia para a retirada dos gânglios linfáticos do abdome (linfadenectomia retroperitoneal), antes ou após tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia.

Após a cirurgia: em geral o homem mantém a fertilidade e a produção hormonal normal ou próximo do normal. Nos casos em que a orquiectomia é bilateral ocorre a parada de produção de hormônios masculinos, com a perda da libido e outros sintomas causados pela falta de hormônio. A infertilidade neste caso é certa.

Supera Oncologia Prostatectomia Radical Indicações oncológicas: câncer de próstata. Vias de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou...

Prostatectomia Radical

Indicações oncológicas: câncer de próstata.

Vias de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a prostatectomia radical ou prostatovesiculectomia radical é a retirada da próstata e das vesículas seminais, nesta cirurgia um dos principais objetivos, além da cura do câncer, é a preservação dos nervos da ereção (passam pelos dois lados da próstata), dependendo do valor do PSA e do resultado da biópsia é feita uma amostragem linfonodal, em casos selecionados pode ser indicada linfadenectomia estendida.

A reconstrução da cirurgia é feita com a anastomose da bexiga com a depois da prostatectomiauretra.

Após a cirurgia: em geral o homem tem uma adaptação boa levando uma vida normal. A taxa de impotência e incontinência urinária ainda é alta (em torno de 20 a 30%).

Urinário: bexiga, rim e adrenal

Urinário: bexiga, rim e adrenal

Supera Oncologia Cistectomia Indicações oncológicas: câncer de bexiga, mais raramente por invasão de outros órgãos. Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta),...

Cistectomia

Indicações oncológicas: câncer de bexiga, mais raramente por invasão de outros órgãos.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a palavra cistectomia se refere a retirada da bexiga, esta pode ser parcial ou total.

Na cistectomia total, além da bexiga é retirada a próstata, as vesículas seminais, um segmento variável dos ureteres.

A depender do estádio da doença pode ser necessária a linfadenectomia pélvica e em alguns casos a para-aórtica.

Supera Oncologia Na parcial geralmente não é necessário nenhum tipo de reconstrução. Na total é necessário que se faça um procedimento para reconstrução da via...

Na parcial geralmente não é necessário nenhum tipo de reconstrução. Na total é necessário que se faça um procedimento para reconstrução da via urinária. Neste caso pode ser feito uma nova bexiga com outros órgãos, existem várias técnicas, vamos citar como exemplo a neobexiga ortotópica de Studer, esta é feita com um segmento do final do intestino delgado (figura da esquerda).

Outra técnica de reconstrução é a confecção de um reservatório ileal do tipo Bricker, utiliza-se o segmento distal do intestino delgado, nesteBrickersegmento de intestino excluso é implantado os dois ureteres e realiza-se uma ostomia na parede abdominal (exteriorizado o segmento do intestino na parede abdominal), por este local é onde irá sair a urina (figura a direita).

Após a cirurgia: em geral após a cirurgia o paciente pode ter uma vida normal e não costuma ter dificuldades para se adaptar ao uso da bolsa para a ostomia.

Supera Oncologia Nefrectomia Indicações oncológicas: câncer de rim ou de pelve renal. Menos frequentemente por invasão de tumores de outros órgãos. Via de acesso: pode ser feita pela via...

Nefrectomia

Indicações oncológicas: câncer de rim ou de pelve renal. Menos frequentemente por invasão de tumores de outros órgãos.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: a nefrectomia pode ser parcial ou total. nefrectomia parcialNa parcial, ou também chamada de nefrectomia com preservação de néfrons (unidade funcional do rim) é retirado apenas o tumor com um uma margem de tecido sadio. Em geral, o que irá definir se pode ser feita uma nefrectomia parcial é o tamanho do tumor, via de regra, até 4 cm, a localização e se o tumor é exofítico (cresce para fora) ou endofítico (cresce para dentro do rim).

A nefrectomia total ou retirada de todo o rim é feita nos casos em que a parcial não pode ser executada.

Após a cirurgia: em geral, o paciente leva uma vida normal, é claro, se a função renal do rim que não foi removido for boa.

Supera Oncologia Adrenalectomia Indicações oncológicas: tumores da adrenal suspeitos de malignidade. Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou...

Adrenalectomia

Indicações oncológicas: tumores da adrenal suspeitos de malignidade.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta), videolaparoscópica ou robótica.

Procedimento: é a retirada da glândula adrenal que se localiza logo acima do rim.

Após a cirurgia: em geral, o paciente tem uma vida normal.

Ressecção de lesões de pele e a Cirurgia de Mohs (Câncer de pele e anexos)

Ressecção de lesões de pele e a Cirurgia de Mohs (Câncer de pele e anexos)

Supera Oncologia Indicações oncológicas: câncer de pele Via de acesso: convencional Procedimento: a cirurgia a ser realizada para o câncer de pele irá depender da localização, sempre...

Indicações oncológicas: câncer de pele

Via de acesso: convencional

Procedimento: a cirurgia a ser realizada para o câncer de pele irá depender da localização, sempre uma margem de tecido normal é necessária ser ressecada para diminuir a chance de a doença recidivar.

A margem a ser ressecada de tecido normal é variável com o tipo do câncer (melanoma – 2cm, carcinoma espinocelular - 1 cm e basocelular – 0,5 cm), podendo esta ser modificada conforme a localização da lesão, é o exemplo de lesões em face, desde que o resultado oncológico não fique comprometido.

A cirurgia (micrográfica) de Mohs é um procedimento em que tenta-se retirar todo o tumor garantindo uma margem oncológica adequada preservando o máximo o tecido normal. Nela a lesão retirada e todas as margens são avaliadas no momento da cirurgia, caso necessário é ampliada a margem onde o patologista vê que ainda existem células tumorais, isto é feito quantas fezes forem necessárias até a completa remoção da lesão.

A reconstrução da cirurgia de câncer de pele é variável e dependerá do local e da quantidade de tecido que foi retirado. Entre as principais possibilidades estão o fechamento primário, a rotação de retalhos locais, retalhos miocutâneos e microcirúrgicos (defeitos maiores) e os enxertos (retirada de pele de outro lugar do corpo).

A cirurgia de Mohs é trabalhosa, suas principail indicações são nos tumores mal delimitados, recidivados ou em localização onde é necessário poupar tecido (por exemplo, na face).

Após a cirurgia: em geral o paciente tem uma vida normal.

Linfonodo Sentinela

Linfonodo Sentinela

Supera Oncologia Indicações oncológicas: avaliar metástases nos linfonodos regionais (gânglios linfáticos). Esta bem estabelecido o uso do linfonodo sentinela no câncer de mama e no...

Indicações oncológicas: avaliar metástases nos linfonodos regionais (gânglios linfáticos). Esta bem estabelecido o uso do linfonodo sentinela no câncer de mama e no melanoma.

Via de acesso: convencional

Procedimento: partindo-se do princípio de que as metástases destes cânceres são com mais frequência para os linfonodos regionais, a busca do linfonodo sentinela (primeiro linfonodo que drena o tumor) pode evitar a ressecção de todos os linfonodos daquela cadeia. Isto diminui drasticamente a chance de complicações locais como lesão de nervos, seroma de repetição, linfedema (edema ou inchaço crônico), possibilidade de infecções graves no membro e limitações de movimento.

A técnica pode ser feita de várias formas, as mais empregadas são o azul patente e o uso do tecnécio, aLinfonodo sentinela combinação destas também é possível.

A mais antiga é com a injeção da substância azul patente no local do tumor, após cerca de 10 a 15 minutos procura-se no local da cadeia linfonodal de drenagem do tumor o linfonodo sentinela que vai estar corado de azul. Outra técnica é com a injeção de tecnécio (um marcador radioativo) no local da lesão, geralmente o paciente irá fazer um exame chamado de linfocintilografia (mostra a distribuição do radiomarcador pelo corpo) que irá orientar onde o linfonodo sentinela se encontra. No momento da cirurgia, com o auxílio de um probe de detecção de radioatividade, o cirurgião irá procurar o linfonodo que esta marcado com o material radioativo.

Esta é mais sensível, ou seja, têm uma maior chance de encontrar o linfonodo sentinela do que o azul patente. O uso combinado das duas técnicas (azul + tecnécio) é possível e aumenta a sensibilidade (chance de encontrar o linfonodo sentinela) para próximo de 100%.

Quando o linfonodo sentinela é negativo para metástases do câncer não existe a necessidade de linfadenectomia (retirada de todos os gânglios da região).

Após a cirurgia: o paciente tem boa evolução pós operatória.

Ressecção de partes moles (sarcomas)

Ressecção de partes moles (sarcomas)

Supera Oncologia Indicações oncológicas: sarcomas de partes moles Via de acesso: geralmente a cirurgia é por via convencional já que em grande parte dos casos os sarcomas são de extremidades. A...

Indicações oncológicas: sarcomas de partes moles

Via de acesso: geralmente a cirurgia é por via convencional já que em grande parte dos casos os sarcomas são de extremidades. A via laparoscópica e a robótica podem ser usadas para tumores intratorácicos, intra-abdominais e de retroperitônio.

Procedimento: na ressecção de sarcomas de partes moles é retirada toda a lesão tumoral juntamente comsarcoma uma margem de tecido saudável. Nos sarcomas de extremidades todo o compartimento (músculos, gordura, fáscias) do local acometido deve ser removido. Sempre que possível é tentado preservar nervos e vasos sanguíneos do membro na tentativa de evitar uma amputação. O que pode nem sempre é possível.

Os sarcomas raramente metastatizam para linfonodos regionais (gânglios linfáticos próximo ao tumor), porém com certa frequência dão metástases para o pulmão.

Supera Oncologia Dependendo dosarcoma TC pode estar indicada a cirurgia para ressecção das metástases pulmonares. Nos sarcomas intra-abdominais e de retroperitônio pode ser necessária a...

Dependendo dosarcoma TC pode estar indicada a cirurgia para ressecção das metástases pulmonares.

Nos sarcomas intra-abdominais e de retroperitônio pode ser necessária a ressecção de outros órgãos que estejam comprometidos pelo tumor (por exemplo: intestinos, rins, útero, fígado, baço, etc).

Após a cirurgia: a depender da localização do tumor e a cirurgia que foi realizada o paciente poderá ficar com déficit motor ou neurológico (se comprometido algum nervo). Nos tumores intra-abdominais ou de retroperitônio as alterações irão depender se foi ressecado algum órgão adjacente. 

Peritonectomia com Quimioterapia Hipertérmica

Peritonectomia com Quimioterapia Hipertérmica

Indicações oncológicas: em casos selecionados de pseudomixoma peritoneal, carcinoma de apêndice, mesotelioma peritoneal e de câncer de ovário. Menos comumente para câncer colorretal e gástrico.

Via de acesso: pode ser feita pela via convencional (aberta) ou videolaparoscópica.

Procedimento: a palavra peritonectomia se refere a remoção de todo o peritônio (camada serosa que recobre a parede abdominal internamente). Junto com a peritonectomia é realizada a omentectomia e a retirada de órgãos acometidos pelo câncer, tudo isto, na tentativa de uma citorredução ótima (retirada da máxima quantidade possível de tumor).

A hipertermia tem um efeito seletivo e de potencializar a ação do quimioterápico sobre as células tumorais.

O tipo de quimioterapia a ser infundida vai depender de qual o câncer a ser tratado.

O tempo da aplicação da quimioterapia é em torno de 60 minutos, sendo o quimioterápico aquecido em uma máquina de circulação extracorpórea para manter uma média entre 41 e 43 graus célsius.

Após a cirurgia: esta é uma cirurgia que tem as suas peculiaridades, pois geralmente são tumores avançados e em pacientes que já foram operados outras vezes. A recuperação varia de paciente para paciente.

Perfusão Isolada de membro com Quimioterapia Hipertérmica

Perfusão Isolada de membro com Quimioterapia Hipertérmica

Indicações oncológicas: melanoma e em outras malignidades de extremidades (com menos frequência).

Via de acesso: aberta ou convencional

Procedimento: em casos muito bem selecionados pode ser empregada esta técnica (procedimento de exceção). O membro acometido pelo tumor (por exemplo uma perna) tem a sua circulação isolada do restante do organismo por um período de tempo. O isolamento do membro permite que se faça a quimioterapia em uma concentração mais elevada. O quimioterápico é aquecido, tendo isto um efeito seletivo e potencializador de sua ação nas células tumorais. Com o auxílio de uma máquina de circulação extracorpórea, a mesma que é utilizada em cirurgias cardíacas, é feito a quimioterapia que fica circulando entre o membro e a máquina (onde é aquecida).

Após a cirurgia: o quimioterápico afeta também as células normais e graus variáveis de lesão podem ocorrer, variando de caso a caso.